Insone…

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Assasínio e alucinação

Das mãos carrascas
Ergue se a face fina prateada

De seus olhos amendrontados
Aterrorizados, vítreos
Uma chama débil vacila
– Não há de se consumir o fato!

Desenhou se um arco perfeito
Fincou se firmemente a lâmina
De sua julgular, antes sem defeitos
Agora, espesso líquido vertia

Não lhe foi justo o fim
Não perdeu se na inconsciencia
Sentia o movimento cortante
O sangue vertido
O olhar do algoz distante
O fim não lhe foi bom
Doía, desesperadamente.

Das mãos ensanguentas
Via apenas vermelhidão diferente
As vistas enganavam lhe desfocadas
Sentia ter espremido tomates
E repugnava lhe o perfume doce

Em seus braços jazia
O corpo ainda quente
Em sua lembrança torta
Recordava se de preparar a caçada
Algum animal lhe atacara
Mas em seus braços jazia
Nua, em seus lençois de nupcias
O corpo da mulher amada…

Depois de tanto tempo sem escrever nada, seja por falta de inspiração, de inquietação, de concentração, ou qualquer outro motivo que se possa usar como desculpa. Hoje a insônia resolveu me brindar com algo. Uma quase poesia, quase um conto.  O tema não é muito poético, mas ter escrito algo já é deveras reconfortante. Depois de ter perdido o sono lendo Drácula de Bram Stoker, voltei ao computador e escrevi, finalmente.

 

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