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Ebooks na Amazon

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Hi!

Hoje uma grande novidade, estou com dois contos sendo vendidos pela Amazon: Nos Braços da Tentação publicado na antologia VII Demônios – Luxúria; e Rofia, O Devoto publicado na antologia Amores Proibidos – Meu Amor é um Mito.

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Afim de um pouco de blues, demônios, sexo e perdição? Para adquirir clique aqui!

Ou então, quer saber até onde a devoção de um homem pode levá-lo?

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Os ebooks são bem baratinhos! Aproveitem!

Beijos

Pausas e esperas

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Boa tarde.

Vim dar alguma notícia por aqui! Quase não escrevo mais nada, a verdade é que ou me falta criatividade ou me falta vontade, a outra verdade é que tenho muito mais lido do que escrito.

Sobre o Grimoire dos Vampiros, segunda edição, as notícias são as piores. Houve o cancelamento da edição devido à desistência de alguns escritores nesse volume.  Resta, sobre as expectativas do ano, a publicação prevista ainda para esse final de ano de Meu Amor é um Mito, da Ed. Draco e para 2013 o lançamento de VII Demônios – Luxúria pela Ed. Estronho.

Para esses dois próximos semestres a pausa da escrita fantástica poderá ser ainda maior e mais terrível, afinal, começarei meu trabalho de conclusão do curso. A pretensão é elaborar um trabalho ainda na área literária, nada certo ainda.

De projetos pretendo arrumar e corrigir alguns contos não aceitos nas seletivas de antologias anteriores para publicar por aqui e também pelo site A Irmandade, cujos contos já publicados estão linkados no menu à direita:

O conto Atentado Terrorista:

“Respirei fundo, pesei durante alguns segundos se deveria continuar, ou não, com minha história, minha versão do que vi dos acontecimentos. Sorri de minha inocência e loucura. O policial me olhou impaciente e voltei a me angustiar.

— Eu não sei de onde eles surgiram, se pelas escadas rolantes ou por alguma outra entrada, mas quando os notei já estavam próximos e, curiosamente, as luzes piscaram rápidas e não consegui desviar o olhar, uma mulher branquíssima, de olhar baixo quase o tempo todo, vestia-se de forma impecável, parecia muito uma modelo, andava com pressa enquanto o rapaz atrás dela resmungava alguma coisa inaudível, ao contrário dela ele estava com um jeans velho e rasgado, uma camiseta de uma banda de rock qualquer, cabelos em desalinho e aquela pele dourada dele me fazia sentir arrepios.” (…)

Foi proposto inicialmente para uma antologia e aceito, porém, a antologia em questão não teve continuidade.

O conto O Recanto do Sinhozinho:

“Aproximou-se da sede, uma casa ampla toda em madeira escura brilhava com as luzes de dentro e a sua lanterninha revelava detalhes delicados, como os pilares que sustentavam a enorme varanda, esculpidos com animais do cerrado e pantanal, umas duas ou três cadeiras de madeira preenchiam um canto bem a frente da janela aberta. Uma enorme sombra escorava a casa, pensou se tratar de muitas árvores nos fundos da casa.

Aquela casa parecia irresistivelmente aconchegante. Bateu palmas e logo em seguida na porta grossa. Chamou por alguém, mas ninguém lhe respondeu. As luzes internas embaçadas pelo vidro sujo não lhe denunciavam presença nenhuma também. Resolveu esperar.” (…)

Foi proposto para uma antologia, mas não foi aceito. Dedicado à Tânia Souza, escritora que muito me inspirou para escrever esse conto situado em terras Sul Mato Grossenses.

Por hoje e talvez por mais alguns meses é só!

Beijos

Meu Amor é um Mito, Editora Draco.

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Olá!

Desde outubro não posto nada por aqui. E cá entre nós, meus trabalhos literários estão às moscas mesmo. Tenho escrito bem pouco e quando muito para uma ou outra antologia.

Não fui selecionada para algumas, creio que faz parte da vida de um escritor. Receber uns sins outros nãos. Mas afinal venho com uma boa notícia: Fui selecionada para Meu Amor é um Mito, da Editora Draco.

 

Meu Amor é um Mito é o terceiro volume da coleção Amores Proibidos, organizada por Eric Novello e Janaina Chervezan. Em 2010 a Draco lançou Meu Amor é um Vampiro, em 2011 lançou Meu Amor é um Anjo.

 Os dois primeiros volumes foram realizados convites para participação, porém no terceiro foi aberta uma seletiva, onde as autoras deveriam escrever um conto envolvendo a mitologia greco-romana, nórdica e celta. Com a participação da autora convidada Ana Lúcia Merege (autora de O Caçador e O Castelo das Águias).  E eis que o resultado da seletiva saiu hoje!
As autoras selecionadas são: Lívia Martins, Kássia M., Marya Bueno, Adrianna Alberti, Roberta Spindler, Andréia de Araújo, Barbara Morais e Jaqueline de Marco.
(fontes e consulta: aqui aqui)

Fiquei bem feliz com a seletiva.

Coincidentemente 2012 é o Ano do Dragão. Essa antologia marca minha 12ª participação em obra literária impressa. Vem aí mais boas novas? Assim espero!!!

 

Beijos!

Sexta – Feira 13 – Contos, edição 2011, CBJE

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  Segunda participação do ano de 2011, demorei a receber o livro e mais ainda para postar pois o  wordpress não estava nos melhores humores comigo. Mas vamos lá!

A participação foi no livro Sexta – Feira 13 – Contos, edição 2011 pela CBJE. A obra enviada para seleção foi Luz da Lua, que já postei aqui, no Recanto e no site da Editora Baraúna no blog Sentimento nos Livros. A Seletiva ocorreu em Feveiro e lançamento em Maio, mas só recebi o livro em Junho por isso a demora para publicar aqui.

Esse ano eu estou parada em escritas, então estou utilizando os contos já realizados e escrevendo apenas para temas específicos, ainda que pouco e sem ânimo para escrever.

Você pode conferir a Antologia Online pela CBJE, podendo conferir o trabalho selecionado. E o conto Luz da Lua pela CBJE.

 

Luz da Lua

“Distraída, seus olhos extasiavam se na dança sedutora das luzes das estrelas e com o charme indescrítivel daquela Lua Cheia, flutuava acima de seu corpo adormecido. Sentia todas as vibrações da Terra, a brisa suave do tempo cadenciando suas ordens de quando em quando e o calor que emanava dos corpos celestes transcedentais, em uma harmonia antiga, eterna.
Bailava sem sair do lugar, ligada por um fio brilhante e tenue à massa corpórea esguia deitada na rede da varanda espaçosa. Sorria, e sem porque emanava felicidade. Sentia o próximo, sentia sua presença enternecedora à distância, sabia o ligado a si, suas almas, suas mentes, inexplicavelmente enlaçadas.
Da luz da Lua Cheia a face tão conhecida sorriu lhe, sedutor e poderoso, dono de si. Cada fibra de seu corpo sentia a intensa vibração oriunda daquela direção, aqueles pontículos de luz do luar penetravam sua pele etérea, faziam na sentir se completa finalmente.
Jamais se tocavam, jamais sentiam suas peles finas e transparentes colarem se como imãs inseparavéis. Mas preenchiam se mutuamente com o calor do coração, com o vigor de suas juventudes perpétuas, com os fluídos alucinógenos que despreendiam de suas bocas distantes.
E de seus lábios ávidos escaparam feitiçarias ancestrais, e então puderam sentirem se, tatearem se no vazio infinito do nada. Não mais etéreos, uniram se sôfregos como só dois amantes distantes sabem. Ela lhe proferia palavras rimadas aos ouvidos, enquanto ele lhe cravava os dentes nos seios ofegantes.
Escorria seu sangue sagrado pelos flancos, sugados pelos lábios delicados do imortal amante. Trocavam seus fluídos ardentemente, disfarçados de saudades mortíferas, brincavam de loucuras indecentes, disfarçadas de fantasias infantis. Estrelas cadentes lhe forneciam maravilhoso espetáculo, ora iluminando, ora obscurecendo cena de erotismo animal.
Satisfeitos enfim, enroscados. Ele roçava os caninos pelas bochechas dela, numa brincadeira intíma. Ela tentava enrolar os pêlos de seu peito nas pontas dos dedos, distraída e contente. Ele admirava a beleza jamais perdida em encarnações diferentes, ela extasiava se com a imutavél expressão de prazer de seu amado. Ele mordiscava lhe as carnes de seus braços, fazendo a rir, ela lhe acariciava a barba sempre rala e observava aquele rosto eternamente jovem.
Valsavam no ar, rodopiavam entre insetos imperceptiveis, sorriam satisfeitos do enfim reencontro. Era um sonho bom, reviviam a paixão que não teve princípio e nem há de ter um fim. Conheciam sua unicidade, a antiguidade de suas existências e eternidade de sua união. Ele sorriu lhe mais uma vez, grato. Ela dançou somente à ele pela última vez.
Despertava lhe o corpo de um arrepio quente, encolhia se nas tranças que pendiam da rede feita à mão, acordou sorrindo. Seu corpo tomado de energia indizível, um tesão indescritível e um desejo incompreensível.
Miou lhe a gata preta manhosa da soleira da porta, chamando a para dormir na cama aconchegante, roçou lhe nos pés outro gato, um branco, que saiu saltitante pelo gradil do portão. Admirou a luz da Lua Cheia e percebeu um último brilhar de estrela cadente.

Eu não recordo se foi o Henrique ou uma amiga minha que comentou que eu estava escrevendo bem, pois conseguia ser extremamente subjetiva em tão poucas linhas. Apontando especificamente para o trecho:  “Bailava sem sair do lugar, ligada por um fio brilhante e tenue à massa corpórea esguia deitada na rede da varanda espaçosa” .

Um adendo aqui a última capa (não sei o nome ao certo), com o fundo branco e um gato preto! Achei muito bonita essa arte!

Contos da Meia Noite, Edição Especial 2011, CBJE

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Capa

Depois de muito tempo sem postar nada e principalmente, nenhum trabalho, hoje venho mostrar a primeira participação de 2011. Contos da Meia Noite, edição especial 2011 da CBJE.

Com o conto A Hora, eu estreei 2011 com um bom começo, diferente das outras participações na CBJE, que eram exclusivamente poesias, enviei um conto pequeno e fui selecionada.

A seletiva foi em Janeiro, com lançamento em Março, recebi faz algum tempo, mas por estar com coisas da faculdade e a cabeça bem longe, esqueci de scanear a capa do livro e postar aqui.

A Hora não foi escrito pensando nesse envio, pelo contrário, ela já estava disponível no site Recanto das Letras, e tinha tido uma boa leitura, como para CBJE o número de caracteres é menor, resolvi enviar o conto.

Quem quiser conferir A Hora e os outros contos selecionadas na Antologia digital da CBJE, também é bem vindo.

A Hora

O escuro lhe sufocava, olhava ao redor e não via nem um feixe de luz, nem mesmo pelas arestas da porta, cogitava estar de olhos fechados, mas sabia que seus olhos estavam arregalados de medo. Ouvira um barulho de passos, embora sonolenta, sabia que não era alucinação, era certo que tentava dormir havia algum tempo, mas não tinha ainda sequer cochilado.

Ouvira aquele barulho bem perto de sua cama, esperou, respirava rapidamente. Ouviu novamente os passos pesados, arrastados. Se sobressaltou, sentou encolhida na cama, o cobertor lhe envolvia, deixando apenas o rosto descoberto.

Esperou novamente, aflita, fez se silêncio. Começou a ser atacada por um pânico urgente, o ar lhe faltava aos pulmões, podia ouvir a batida do próprio coração preencher o silêncio, suava muito e o cobertor pareceu lhe panos recém tirados da água quente, lhe ferviam as faces, sentia congelar unicamente as pontas dos dedos. Tremia, piscava agoniante sem enxergar nada, o ar estagnara, esquentava as narinas e tudo lhe parecia tomado por um calor infernal. Sentia empapar de suor as roupas que vestia, juntou as mãos no peito e pode notar que seu suor vertia fortemente. Conseguiu sentir escorrer água ao apertar a camiseta.

Silêncio. Pensava de forma confusa, idéias se cruzavam, músicas idiotas em um momento inoportuno, ouvia sua mente repetir: Aleluia, aleluia, a musiquinha do fim do filme que vira dois dias antes. Deveria acender a luz? Ou gritar? Corria o risco de passar vergonha gritando feito criança e com medo de fantasmas, passou pela mente até culpar a sua conversão ao espiritismo, o medo absurso que ganhara de fantasmas, mas calou. Procurou lembrar se de uma reza para essas horas, mas nem o pai nosso recordava. A mente estava a um milhão, nada fazia muito sentido e só conseguia prestar atenção à frases soltas do tipo: A estrutura óssea do felino…

Tremia, e pode ouvir sua avó brincar dizendo que ela tremia feito vara verde. Sua avó? Sentiu fraquejar as pernas, passava quanto tempo retraindo os músculos em posição de feto? Não sabia. Mas passara metade da madrugada tomada pelo pânico, chegando quase a desmaiar por falta de ar.

Buscou coragem onde não tinha, colocou um pé fora no chão, apoiou as mãos na cama, uma poça molhava o colchão e o cobertor, preocupou se, desejava não ser urina, mas apenas o suor que minava exageradamente de seu corpo. Ficou em pé, um quente e denso fio de água percorreu lhe dos seios aos pés, sentindo empoçar nesses, sua face corou. Respirou fundo algumas vezes ainda até sair dessa posição enquanto aquele denso líquido exagerado lhe percorria o corpo.

No total escuro, tentou caminhar até o interruptor da luz, tropeçou em algo frio e grande, quase indo ao chão, caminhou tropeçando até conseguir alcançar algum móvel, teve de apoiar se nas portas do guarda roupas.

Ouviu um estrondo, como se sua janela houvesse sido arrombada, desesperou, chorava compulsivamente e não saiu do lugar. Tudo continua imerso na escuridão, sinal de que sua janela permanecia intacta. Outra poça molhada juntou se aos seus pés, não acreditava suar tanto, ouvira o som barulhento de janela de ferro arrombada, mas estava tudo em tão perfeita ordem, não acreditava estar louca.

Não sentia mais o ar, achou estar sofrendo de algum tipo de alucinação claustrofóbica. Apoiou melhor as maõs na parede ao lado do guarda roupas. Tentou alcançar o interruptor, sentiu o corpo adormecer, piorar a parca respiração.

Fechou os olhos e rezou de qualquer jeito, enquanto o vazio quebrava se por ruídos estranhos. Abriu os olhos, a luz ardia a retina, vinda por todos os lados, confusa, não se lembrava se teria acendido a luz. Pouco importava. Tudo lhe pareceu turvo, embaçado, levou as mãos ao rosto e percebeu que estava sem os óculos fundo de garrafa. Olhou ao redor, tentando identificar qualquer coisa, respirava com dificuldade, tateou o móvel ao lado, era praticamente cega.

Tropeçou novamente naquilo que estava entre o guarda roupas e a cama, mas dessa vez desabou ao chão, caiu de rosto na poça grossa de água. Estranhou. Olhou para o objeto em que tropeçara e sentiu um frio tomar lhe a espinha, seu estômago revirou. A palma de sua mão estava toda vermelha, grudando entre no chão e o estranho objeto, sentiu mais uma revirada no estômago e uma ânsia forte invadiu lhe a garganta, fazendo surgir um gosto de bílis com comida digerida.

Como num passe de mágica conseguiu ver perfeitamente, ali jogado no chão, jazia seu corpo inerte, era seu corpo, não sabia como explicar, mas sabia reconhecer seu corpo, desesperou se, olhou em volta, a janela escancarada, o quarto revirado, sua TV sumira, na cama uma faca enorme estava lambuzada de vermelho, seu sangue.

Aproximou o rosto de seu corpo, uma linha marcava o pescoço, por onde escorria um denso líquido vermelho escuro, havia também um furo, que deixava seu coração amostra, novamente tudo ficava nublado.

Olhou atordoada para os lados, para no fim pousar os olhos para o alto, onde um homem de roupas brancas olhava complacente para ela, sorriu um sorriso frio, estende lhe a mão, a luz inebriava sua visão.

Ela chorou, sabia, era chegada sua hora.

Já fui selecionada por mais duas antologias, um pela CBJE, Sexta Feira 13 e pela Ed. Estronho, VII Demônios, volume 3 Lúxuria – Asmodeus (okay o nome nem é tão grande, mas eu ainda não aprendi a escreve – lo na ordem direito) ….

Fica a dica de leituras!

Alita e o Rei

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Um conto inédito, também enviado para uma antologia que por falta de procura acabou cancelada. Esse conto escrevi logo após terminar de ler As Mil e Uma Noites, Sherazade é mestra e quando crescer quero ser igual a ela.

 

Alita e o Rei

A magnífica princesa sentou se então no centro da roda, o sol no meio do céu lhe iluminava especialmente, cercada do ancião contador de histórias e também de toda a platéia que estava ali para ouvir o velho do deserto, pediu lhe desculpas e solicitou a palavra, prometeu lhe uma história inesquecível e assim iniciou:

“Essa história, eu ouvi de minha mãe, nossa rainha, sobre seu avô, meu parente distante e de como o nobre rei tornou se conhecido como é.”

‘Desde criança seus olhos sempre demonstraram a altivez de sua linhagem, menino branquinho, de bochechas rosadas, gênio quase indomável.

Criado pelos melhores para ser o mais grandioso homem que sua família jamais vira: dos sábios aprendeu o conhecimento antigo e as idéias novas, de seu pai, o vigor, o controle, a sede de poder e o desejo pelas mulheres, dos grandes generais descobriu o trabalho árduo, a força física e a arte da estratégia e da guerra, e dos encantos de sua bela mãe aprendeu a ludibriar as mulheres, ama-las, respeita-las e principalmente a teme – las.

Quando no auge de seus vinte anos o pai faleceu, assumiu o trono e governou com mãos de ferro, anexou imensas terras às suas, tornando o pequeno reino no maior de toda a redondeza, casou se e teve filhos e filhas para seguir seus passos e continuar seu grandioso trabalho.

Possuía as mulheres mais belas de seu reino, amantes constantes e secretas, das negras de cinturas e seios fartos, das raquíticas mulheres naturais do reino de pele branca e pintas por todo o corpo e cabelos de fogo às mulheres vindas do sul cor de bronze e olhos astutos e silêncio servil.

Porém depois de anos de vitórias, glórias e conquistas, o rei notou estranha mudança lhe ocorrer, não sentia mais vontade de guerrear e tomar reinos ao redor do seu, não mais tinha atenção para acompanhar seus soldados, nem mais disposição para estudar as descobertas dos sábios. Empalideceu e perdeu a definição de seus músculos invejados e desejados, não possuía mais o desejo por suas mulheres e nem mesmo à cama da rainha, sua esposa, ele comparecia todas as noites. Perdeu seu esplendor de rei, de macho, de pai, de guerreiro.

Adquiriu uma rotina manhosa, alimentada por Naila, sua fiel e gentil serva, e em seus afazeres mantinha se sentado no pequeno trono adaptado na sacada de seu suntuoso quarto no palácio.

Rainha, conselheiros, sábios, todos preocupados iniciaram festins e comemorações para agradar ao rei. Eram dias e noites com dança, música, animais exóticos, mulheres exóticas, até uma arena improvisaram para que homens lutassem até a morte para aguçar a sede de sangue do rei.

Seguiram se dias, semanas, meses e cada vez mais o reino tornava se o ponto de encontro dos espécimes mais engraçados e misteriosos. Todo o aparato militar do reino era, destinado para a segurança do próprio, foram tempos de paz monótona e infeliz.

Os meses tornaram se anos e depois de sete anos, o rei já havia desistido, procurara magos, feiticeiros, religiosos vindos do deserto, plantas, sucos, ungüentos, testou todo conhecimento que o seu mundo poderia possuir.

O rei confidenciava seus desejos à fiel serva Naila, menina simpática, de magreza infindável e de olhos perspicazes. Numa noite ela pediu a permissão do rei para que as mulheres de seu povo, banidas à muito tempo, pudessem dançar ao rei, justificou se afirmando que eram as únicas que ainda não haviam tido a chance de reanima lo devido à proibição secular. E assim o rei permitiu.

Naila preparou com esmero a noite, e o rei aguardava sem ansiedade alguma, para ele era só mais um grupo qualquer que iria entreter a rainha e todo o resto da corte.

O ambiente estava repleto de incensos desconhecidos, de cheiros adocicados e fortes, enormes pedaços de sedas vermelhas, violetas e pretas caiam dos cantos do grande salão, toda a mobília do salão fora retirada e dera lugar à grandes almofadas negras, tapetes de desenhos peculiares e taças enormes de vinho.

Um tambor ao longe começou a ser ouvido, depois outro e outro. Duas meninas pequenas surgiram pelas portas frontais cobertas de roupas coloridas, saltitando e cantando, em voz baixa, então surgiram mais e mais mulheres, todas da cor do bronze, de olhos arredondados vivos, de cabelos presos da cor da noite.

Os homens no lugar paralisaram como encantados, até mesmo o rei, sem perceber, demonstrou depois de anos curiosidade e atenção.

A noite seguiu com danças de sua cultura, sensuais e maliciosas, decidas e vigorosas, em momento nenhum elas encostavam os homens, mas em todo momento eles se sentiam tocados, desde a pela macia da face, até as partes cobertas de roupas, sentiam seus membros reagirem e desejarem incontrolavelmente dançar com aquelas mulheres.

A dança culminou com a apresentação de uma única dama, trajada de outro e pérolas, de rubis e diamantes, todos, inclusive o rei, renderam se a ela àquela noite. Com sua dança misteriosa e seus movimentos iguais a de uma serpente.

Ao fim das festividades, o rei ordenou pela primeira vez em anos, exigiu que Naila apresentasse àquela mulher à ele, A dos olhos castanhos claros. Ele repetia encantado.

E alegre Naila a apresentou, Alita, a de olhos claros, a de pele mais bronze que todas as outras, a que possuía o desenho de um olho em sua nuca.

Por muito tempo o rei contentou se em admira la, conversar e exibir se para a jovem. Por muito tempo o rei tomava o vinho que ela servia e ouvia suas histórias, assistia, compenetrado, suas danças, seguidas, sempre das duas pequenas meninas de vestes coloridas.

Quando Alita aceitou deitar se na cama do rei e assim tornar se sua única amante, e era essa sua única condição, o rei sentiu se como em seus grandes tempos, e assim iniciou um novo tempo.

Novamente seu reino cresceu dessa vez mais forte, mais decidido, mais dominante, seguindo as sugestões de Alita, o rei tomou todos os reinos ao norte e ao oeste, também subjugou os sábios e conselheiros, que nada puderam fazer a não ser aceitar.

O rei havia proibido casamentos sem sua permissão e depois disso, as nobres famílias viram se obrigadas a casar com a plebe, apenas o rei detinha poder, tanto em riqueza quanto em sangue.

Alita tornou o rei um homem mais do que centrado, tornou o um homem que não divagava mais, era astuto na medida em que deveria ser. Era rei, na medida em que deveria ser.

Numa noite, a rainha desesperada, realizou sua última tentativa de trazer o rei à sua normalidade, correu com um punhal para atacar Alita, que sossegada nada precisou fazer, num rompante mais desesperado ainda, o rei chocou se contra a rainha, ergueu a pelo pescoço e sacudiu a. Alita ria da cena, como se visse um gracejo do bobo da corte, a rainha chorava compulsiva e dolorosa. No dia seguinte o rei a condenou a morte por traição.

E depois de alguns meses, deitado após ter sido satisfeito por Alita, o rei a questionou porque de sua sina estranha, pois era apenas por ela que ele movia se e governava, nada ainda lhe trazia vontade de viver, apenas ela.

Alita coberta por um lençol de seda apoiada no parapeito da janela riu se. Tornou para o rei e sentenciou:

Meu caro senhor, o que irei lhe contar é um feito grandioso, não apenas para mim, mas para toda a minha tribo.

Fora primeiramente envenenado, para que todos os seus desejos fossem mortificados, cada gole de seus líquidos, cada pedaço de seu alimento, possuía um veneno peculiar, que lhe foi tirando toda a sua vontade de viver. Naila é bem sabida dessas artes, por isso fora escolhida por nós para ser sua fiel e leal servidora.

Depois meu senhor, tudo fora por capricho, passamos sete anos rindo da verdadeira brincadeira que armaram para o senhor, sabe, fora uma sugestão de Naila à nossa rainha que logo a acatou.

Quando percebemos a fragilidade de toda a estrutura de seu reino, decidimos agir, não precisou de muita saliva para que aceitasse à idéia de nos trazer para o reino, para a apresentação em que me conheceu.

O rei em nada a contrariava, em nada a destituía de razão, ouvia a sentenciar toda a verdade calado, e por vezes sentia se completamente admirado por sua esperteza e por fim ela concluiu:

O senhor sabe por quê as mulheres das aldeias do sul foram banidas? Porque desde há muito tempo somos temidas por nossa sabedoria, nossa magia mais poderosa, seus sábios temiam por suas posições confortáveis, temos gênios e fadas e magos, todos sob nossos comandos.

Demoraram anos até o filho fraco nascer, o senhor nascesse. As minhas queridas irmãs rezaram corretamente no dia em nos conhecemos meu senhor, aquela, fora uma dança de noivado, uma apresentação de uma noiva a um noivo, a minha apresentação ao senhor.

Porém, não somos mulheres servis como pensa, e amanhã logo cedo meu amor, eu sei que irá anunciar nosso casamento, e com ele, meu governo, e sabe porque eu sei? Porque eu o encantei para me obedecer, cada vez que tomou o meu corpo para si, cada vez que beijou minha boca, cada gole de vinho, ou melhor, cada gole do meu sangue, foi se tornando cada vez meu leal servo, amanhã serei rainha. Amanhã finalmente, as mulheres das tribos do sul tomaram o poder meu senhor.

E sentou se ao lado do tolo reizinho, que fiel e leal servo que tornara se, beijou as faces de sua senhora, deitou se na cama e dormiu.

E nunca mais aquele rei fora rei novamente e até hoje somente por ter sido consorte de Alita é que ele é reconhecido. ’”

E o público olhava surpreso, a princesa sentia se rejubilada, levantou se e despediu se agradecendo por lhe darem à palavra, e todos como que encantados só notaram que ela se fora quando a lua despontava no céu e o seu perfume se desfazia com o vento.

 

E então o acharam?? Beijos

À Lua

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Uau, finalmente uma obra inédita, esse conto havia sido enviado para a seleção de uma antologia, porém ela não obteve muita procura e foi cancelada, infelizmente, porém fica aqui o conto para vocês:

À Lua

Poucas são aquelas que sentem as vibrações da lua tão intensas, por baixo da pele, como a onde provocada por um grito que sinuosamente toma conta dos músculos, da corrente sanguínea até sentir a alma tomada por completo. Poucas são as mulheres que sentem essas freqüências mudas que falam ao nosso instinto e eu posso dizer que sou uma delas.

Posso não saber decifra las, mas me acostumei a senti las pelo corpo, despertando algo em mim, que eu não sei explicar muito bem, mesmo hoje, depois de tudo o que li sobre as mulheres dedicadas à Deusa, ou as anciãs muito antigas africanas. Sinto essas ondas pulsantes em meu corpo, quando o percebo querer fugir de mim.

Naquele dia logo pela manhã acordei incomodada com algo, não conseguia prestar atenção direito em quase ninguém, minha rotina estava visivelmente mais enfadonha que o usual. Fui à faculdade como de costume, li e reli várias vezes os textos para a pesquisa. Escrevi muito mal três páginas de caderno de conclusões e mesmo após reler tudo novamente, não sabia ao certo do que se tratava. As paredes da biblioteca pareciam que iam cair em cima de mim, as janelas com grades grossas me sufocavam, olhava tudo com tamanha impaciência que mal pude esperar para ir ao estágio.

O sol se punha no horizonte quando finalmente peguei o ônibus de volta para casa e depois de meia hora de sacolejante trajeto, ao descer no ponto perto de casa, três quadras, uma brisa de fim de tarde fez esvoaçar meu cabelo, reavivando a ânsia de estar fora de mim mesma.

Lembrei tempos antigos em que nessas épocas do mês, entre a Lua Nova e a Lua Crescente eu me vestia com esmero, me maquiava como a uma bonequinha de luxo, pisava o chão em cima de um sapato de salto alto e saia para dançar a noite toda. Escolhia um belo espécime de homem e lhe dava uns poucos beijos para saciar o desejo, voltava para casa e dormia feliz. Com toda certeza meu namorado não aprovaria essas atitudes.

Liguei para ele para saber sobre seu dia, minha voz estava quase que implorando para que ele me chamasse para sair, mas o ouvi reclamar sobre um trabalho de última hora e que ficaria naquilo a noite toda. Suspirei irritada, olhei para o relógio e não eram ainda nem sete horas.

Segui meu ritual noturno, tomei meu banho morno e saí, saltitante, enrolada na toalha vermelha, ouvi meu pai de longe ralhar comigo, dizendo que eu já era grande e deveria sair com roupas do banho, mostrei lhe a língua em sinal de brincadeira e fechei a porta do quarto.

Não me vesti, liguei na tomada a pequena fonte e fiquei ali encantada por alguns minutos vendo a água percorrer todo o caminho terminando no colo das nereidas que enfeitavam a fonte, ascendi o incenso de violeta africana que eu tanto amava e duas grandes velas na prateleira, rocei os pés na gata. Desliguei a luz e deitei na cama.

Pedi silenciosamente para que toda aquela vontade furiosa de liberdade e curiosidade fosse satisfeita, que eu não traísse nem enganasse ninguém nesse percurso, sem perdas nem danos à ninguém, mas que eu conseguisse acalmar o grito louco que me escapava da alma.

Então decidi sair, olhei para fumaça que saía do incenso e pude notar um sorriso a me apoiar e me senti segura. Escolhi meu vestido preto decotado, acabava um pouco acima dos joelhos e dava um ar juvenil à minha face cansada, uma sapatilha preta e não me maquiei, quis sair como viera ao mundo, apenas me enfeitei com uns brincos e pulseiras e saí sem rumo.

Deixei meus instintos e às estranhas vibrações guiarem o carro para onde fosse possível, rodei por uma hora pela cidade até parar por conta de um semáforo fechado na esquina de um prédio de fachada vermelha e roxa, com um nome brega, contornei e entrei naquele lugar mesmo. O local me fez pensar se minha mãe não iria para lá, ou então minha avó, era um lugar com partes abertas partes fechadas, a fechada em especial tinha um palco e uma banda pop tocava uma música em inglês pobre, o lugar fedia a cigarro sentei do lado de fora, com vista especial para lua, que senti sorrir para mim.

Pedi um refrigerante, afinal ainda teria de dirigir de volta para casa, deveria mesmo era ter vindo de táxi, queria beber uma vodka.

– Mulher nunca deve beber sozinha, me permite?

Aquela voz soou feito encanto, um belo moreno de aparência perdida me pedia permissão para beber comigo, dois pares de olhos verdes e os cabelos desgrenhados negros davam lhe um ar um tanto selvagem, de calça jeans, uma camiseta de banda de rock antigo e um sorriso convidativo. Não me deixou outra opção se não permitir. Ele sentou se ao meu lado e por algum motivo algo em seu jeito condizia com a minha ânsia.

Conversamos por tempo indeterminado. Falávamos sobre música, danças, bebidas, shows de rock, bandas que só conhecia pelo meu pai, sua voz era grossa e seu português precário, mas sua gargalhada era tão contagiante que sua rebeldia passava batido. Ele trabalha com construção e me perguntei se como pedreiro ou engenheiro, era o último de sete irmãos e se chamava Boris, ri mentalmente do nome, meu pastor alemão chamava se Boris, mas preferi não comentar. Ele ainda me contou tantas aventuras que não caberia uma noite reconta las, viagens e esportes que praticava.

Atentei especialmente em seus braços, parecia ser forte, do tipo musculoso mesmo, queria lhe tocar os braços, conferir, mas me lembrei do meu namorado, desisti. Sorri displicente encobrindo minhas vontades adolescentes.

Ele me irritou ao servir refrigerante em meu copo e resolvi brincar, molhei a ponta da língua do líquido colorido e encantei a bebida para que ela fosse um elo de nossos pensamentos. Ofereci a ele um gole, que servente tomou três goles sem perceber e no mesmo instante com o resultado que eu esperava pude ver seus olhos brilharem.

Comentei com ele sobre o calor que fazia e ele brusco colocou minha mão em seu rosto, disse que era a fonte da alta temperatura e me assustei, perguntei se não era febre ao que ele me confirmou ser sempre quente assim. Podia ler sua mente e estranhamente via cenas de campos abertos e sombras que pareciam grandes cães correram livres, sorri cúmplice de seus pensamentos, eu compartilhava aquela sensação de liberdade e calor ao tocar lhe os dedos, ele exalava paixão e eu satisfazia a minha no contato com sua pele.

Desviei meus pensamentos por segundos dos de Boris, senti passos virem em minha direção, um arrepio insistia em percorrer meus pelos. Pude ouvir em minha mente uma risada suave, irônica, um sentimento desafiador despontar no coração. Dei conta de uma nova presença na mesa ao sentir um perfume disparar meu coração, olhei atônita para o lado e fiquei completamente ruborizada, pude ouvir ainda um choro baixo parecido com um cão triste, aquele caim caim de quando brigamos com nossos cães e Boris me fitava decepcionado me fazendo corar mais ainda.

O estranho pediu licença à Boris dizendo que gostaria ele de me fazer companhia agora, este levantou derrotado, visivelmente contrariado, da mesa e cedeu lugar:

– Este é Hugo, um velho, e digo realmente velho, conhecido meu. – esboçou um sorriso de revanche e o viu sentar, saindo de forma tão silenciosa que não me despedi dele.

Estava tão encantada com o homem alvíssimo e tão bem vestido sentado à minha frente que nem pude notar quando ele me ofereceu um copo com vodka cheio de pedaços de morangos dentro, tomei delicada, cada gota da bebida e ao pedir mais um é que me dei conta da situação. Cercada de dois ilustres desconhecidos, aparentemente conhecedores e dominadores das suas vibrações estranhas. Olhava para um e conseguia ver nitidamente um lobo de orelhas baixas, entristecido por ter sido abandonado, olhava para o outro, minha mente me mostrava um homem frio, calculista de olhos vermelhos sedentos com uma taça nas mãos contendo um líquido grosso vermelho. Porque não? Falava uma voz baixa em minha mente, você é uma bruxa criada no instinto, dizia para mim mesma, um é lobo e o outro vampiro. Qual o problema?

Tentei encantar Hugo e nos ligar por elo de bebida como havia feito com Boris, mas esperto recusou e disse ao pé do meu ouvido:

– Não sou tolo como aquele lobo, sinto muito! Não vou ser enfeitiçado bruxa.

Puxou me para dançar e disse resoluto que já que eu queria dar vazão aos meus instintos ele ajudaria. Dançamos sem parar, nem sei que música, mas seu corpo tão junto ao meu embalava uma sinfonia nunca antes ouvida. Sentia me arrepiada com sua voz tão próxima, contava suas conquistas amorosas com frases picantes e maliciosas.

A certa altura, vi em minhas mãos novamente o copo de vodka com morangos, eu ria solta e livre, estava mesmo satisfazendo minhas vontades e ânsias de liberdade. Hugo pediu que nos despedíssemos, mordisquei o canto da boca em sinal de contrariedade e ele me olhou com tanta devassidão que quase me arrependi do que fiz.

– Uma última dança então, feche os olhos.

Sabia pelos meus próprios conhecimentos que estava dançando com ele, mas o que se desenhava em minha mente foi me preenchendo de excitação, foi transtornando meus pensamentos e pouco a pouco fui desejando não estar ali, apenas dançando. Pude sentir ele me morder, vociferar em meu pescoço buscando meu sangue, mas sabia estar simplesmente ali dançando com ele.

Quando a música acabou eu estava tão excitada que só consegui ouvi lo dizer para procurar quem realmente satisfazia minhas vontades e me dar adeus, ainda me despedi de Boris e peguei meu carro.

Cada rua parecia infinita, parei em frente ao prédio do meu namorado e liguei para ele, estava enfeitiçada por magia desconhecida, pedi para que ele descesse e saísse cinco minutos comigo, pois era urgente.

Fizemos amor como não me lembro termos feito um dia. Dei minhas forças à ele mil vezes aquela noite simplesmente para que eu pudesse me saciar. Terminamos enrolados entre lençóis e pernas, ele ofegava fortemente, falou algo referente a gostar de mim selvagem e sedutora. Sorri envergonhada e o vi adormecer. Vi Hugo e Boris em minha mente e agradecendo à vida adormeci nos braços do meu amor.

 

Para quem leu O Uivo do Lobo e Da Diferença podem conferir a idéia e a evolução do Victor e do Boris, mais ou menos… Bom quero as opiniões de vocês hein! Beijos!